quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Especialista critica pressão por novas tecnologias


Para conter desperdícios, novidades devem ser implementadas com base
em evidências científicas, diz Fernando Fernandes



A Tecnologia da Informação voltada para a saúde foi debatida durante o Congresso de Gestão em Saúde - Unidas. Um dos palestrantes - o médico cirurgião geral e diretor comercial da Medinsight-Evidências, Fernando Fernandes - fez críticas a aspectos que, em sua opinião, levam a perversões do sistema de saúde.

Segundo Fernandes, existe uma escassez de novas drogas efetivas, já que a invenção de medicamentos demanda fortunas e acabam causando pequena melhora, resultando em um baixo custo-benefício. O especialista citou como exemplo a antiga e simples idéia de lavar a mão, que demanda baixo custo e representou grande avanço. Como contraponto, ele cita o robô que auxilia em procedimentos cirúrgicos como uma idéia complexa, de alto custo e pouco avanço.

"Existe uma pressão por prescrição, devido à oferta excessiva. É um sistema sem processo eficiente de incorporação." Segundo ele, a implementação de novidades tecnológicas com embasamento científico ajudaria a conter desperdícios no setor. Assim, a ciência serviria para avaliar a sustentabilidade de cada inovação, por meio de revisão da literatura, estudos randomizados com grandes amostras, entre outros fatores. Para Fernandes, é preciso derrubar o mito de que tudo o que é novo é melhor: a tecnologia mais cara deve ser implementada desde que traga resultados concretos, com foco no paciente. "Dá para pagar tudo, desde que não haja desperdícios."

(Fonte: Saúde Business Web)

Um comentário:

  1. O viés não é só tecnológico. A industria farmaceutica de uma forma geral tem se empenhado para criar remédios que não curam. Nada mais tem cura, só tratamento. É melhor aliviar os sintomas e fazer o paciente conviver com a doença durante 20 ou 30 anos, do que criar um medicamento que em 3 ou 6 meses devolve a saúde.

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