quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Especialista critica pressão por novas tecnologias


Para conter desperdícios, novidades devem ser implementadas com base
em evidências científicas, diz Fernando Fernandes



A Tecnologia da Informação voltada para a saúde foi debatida durante o Congresso de Gestão em Saúde - Unidas. Um dos palestrantes - o médico cirurgião geral e diretor comercial da Medinsight-Evidências, Fernando Fernandes - fez críticas a aspectos que, em sua opinião, levam a perversões do sistema de saúde.

Segundo Fernandes, existe uma escassez de novas drogas efetivas, já que a invenção de medicamentos demanda fortunas e acabam causando pequena melhora, resultando em um baixo custo-benefício. O especialista citou como exemplo a antiga e simples idéia de lavar a mão, que demanda baixo custo e representou grande avanço. Como contraponto, ele cita o robô que auxilia em procedimentos cirúrgicos como uma idéia complexa, de alto custo e pouco avanço.

"Existe uma pressão por prescrição, devido à oferta excessiva. É um sistema sem processo eficiente de incorporação." Segundo ele, a implementação de novidades tecnológicas com embasamento científico ajudaria a conter desperdícios no setor. Assim, a ciência serviria para avaliar a sustentabilidade de cada inovação, por meio de revisão da literatura, estudos randomizados com grandes amostras, entre outros fatores. Para Fernandes, é preciso derrubar o mito de que tudo o que é novo é melhor: a tecnologia mais cara deve ser implementada desde que traga resultados concretos, com foco no paciente. "Dá para pagar tudo, desde que não haja desperdícios."

(Fonte: Saúde Business Web)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Autoexame é a melhor forma de combater o câncer

Mamografia também é aliada para detectar a doença

   O Brasil terá, em 2010, quase 50 mil novos casos de câncer de mama, de acordo com estatísticas do Instituto Nacional do Câncer. Apesar da evolução da ciência e da medicina, ainda não existe uma forma de evitar a doença. O autoexame e a realização da mamografia, ainda são as melhores formas de combater a doença.

   “Pode-se saber se a mulher tem o gene para o câncer de mama, mas ainda não existe uma forma para combater ou impedir a manifestação da doença. Estuda-se muito o uso das células-tronco, mas ainda não temos nada de concreto. A grande saída continua sendo detectar a doença o quanto antes para ter mais chances de cura”, disse o mastologista e presidente da Sociedade de Mastologia do RN, Eliel de Souza.

   Outra forma de tentar prevenir a doença é a realização da mastectomia redutora de risco. Procedimento que retira 70% do tecido glandular da mama da paciente para evitar o surgimento da doença. “Mas isso não garante que a mulher ficará livre da doença, não é preventiva. Até porque ainda fica 30% da glândula, que pode desenvolver a doença”, disse Eliel.

Acupuntura

   Uma das formas de amenizar os sintomas do tratamento contra o câncer de mama é com a acupuntura. A técnica é muito eficiente na redução de efeitos colaterais como náuseas, vômitos, depressão, além da diminuição da dor e efeitos colaterais da quimioterapia que sempre incomodam as mulheres nesse período de recuperação. A técnica não previne e nem cura a doença, apenas alivia os sintomas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Médicos proibidos de indicar marcas
de próteses e órteses

Nova resolução do CFM vale também para qualquer tipo de aparelho ortopédico.



   Médicos não poderão indicar para seus pacientes marcas de próteses nem de aparelhos usados para imobilizar ou ajudar os movimentos dos membros (órteses). A regra, já em vigor, está prevista em resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) publicada ontem, 26, no "Diário Oficial da União". De acordo com o texto, cabe ao profissional indicar apenas as características dos produtos, como as dimensões e o material usado.

A medida, segundo a entidade, pretende evitar que interesses econômicos se sobreponham ao benefício para o paciente. De acordo com o conselheiro Antônio Pinheiro, o médico que infringir essa resolução está sujeito a processo ético-profissional. As penalidades possíveis são as previstas no código de ética da categoria, que podem ir desde advertência enviada ao médico até cassação do seu registro profissional.

A SBRTO (Sociedade Brasileira de Reabilitação Traumatológica e Ortopédica) aprova a medida e afirma que ela não vai mudar o que já é praticado hoje pela maioria dos profissionais.

"O conselho está só reforçando o que já está previsto no código de ética médica", diz o presidente da entidade, Rogério Santos Vargas. Pelo código, o médico não pode obter vantagem pela comercialização de órteses, próteses e medicamentos.

Planos de Saúde e SUS

Outro objetivo da resolução do CFM é disciplinar os conflitos entre médicos e planos de saúde ou instituições públicas quando há divergências em relação à órtese ou prótese que é fornecida para o paciente.

Nesse caso, diz o texto, o médico pode recusar o produto e indicar pelo menos três outras marcas que tenham registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A exceção é quando não houver três marcas para o produto considerado mais adequado - nesse caso, poderá ser indicado um número menor.

A recusa do médico em relação ao material oferecido deve ser formalizada em um parecer em que devem estar elencados os motivos clínicos para isso.

Se o plano de saúde ou a instituição pública não aceitar as sugestões, a regra prevê que deverá ser escolhido, em comum acordo entre as partes, um especialista para dar a palavra final. Ele terá cinco dias para anunciar a decisão e a sua remuneração deverá ser bancada pelo plano ou pelo SUS.